sábado, 29 de maio de 2010

Novas amizades, Velhas amizades

Durante o intercâmbio estudantil (bem verdade, durante toda a vida) descobrimos quem são os amigos que temos - aqueles que não são os momentaneos companheiros de classe, nem os que se juntam para fazer um trabalho ou outro, nem aqueles que só são amigos de comidas e bebidas "eventuais". Descobrimos os "amigos de verdade", por mais usual e "démodé" que seja esse rótulo, porque esses são presença absoluta no dia-a-dia da gente. Fazem falta. Diante desta revelação, em contrapartida, vivenciamos o movimento da vida, o giro no círculo das amizades: novos amigos, quiçá verdadeiros, se formam. E a gente passa a acreditar de novo que o mundo não anda tão perdido como se imaginava.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

De longe...

De longe tudo parece ter outra dimensão. Coisas minúsculas vão muito além da sua miudeza - viram muralha, campo de batalha, guerra, arma, canhão. E as palavras já não bastam para que o coração volte ao mesmo (des)compasso. De longe tudo está longe demais.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

El Bicentenário Argentino

Para muitas pessoas, a passagem do bicentenário argentino não significou nada. Talvez o mesmo ocorresse comigo não fosse a minha vinda para esta terrinha banhada pelo Rio da Prata. O fato é que as comemorações pelos 200 años de Argentina foram muito bacanas. Em Buenos Aires, todas as regiões uniram-se em um desfile na gigantesca Calle 9 de Julio, em frente ao Obelisco. Gauchos de Salta, personajes de murgas, el pueblo - todos juntos para cantar cumple por sua pátria. Em Santa Fe, as comemorações foram mais simples, mas não menos entusiastas. Todas as forças armadas passaram pelo avenida que costeira a Plaza 25 de Mayo. Crianças, jovens, adultos, cadeirantes, argentinos ou não, se foram tempranito mirar todo e cantar, a uma só voz, o himno Argentino. E eu, que não sou de perder momentos inolvidables, estava lá.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Santa Maria,

Santa Maria,
Maria menina
da mãe Medianeira
da índia Imembuy

Santa Maria
teus montes me guardam,
que eu volto para ti.




Feliz cumple!

sexta-feira, 14 de maio de 2010

LAS ALPARGATAS

El origen de las alpargatas es muy antigua. Hay quien diga que está en la sandalia egipcia. Este origen está documentado desde al menos 1322, año en que data el documento redactado en Catalán, que describe las espardenyes «alpargatas».
Las alpargatas forman parte del traje típico de buena parte de España, y especialmente de los territorios de la antigua Corona de Aragón (Aragón, Cataluña, Comunidad Valenciana e Islas Baleares), así como la Región de Murcia, Almería y en el ámbito cultural vasco (País Vasco, Navarra y País Vasco Francés). En el sur de Francia la alpargata también es muy tradicional.


En la América, la alpargata llegó en la mitad del siglo XIX y pasó a hacer parte de la indumentária típica del hombre del campo. En Argentina, por exemplo, la alpargata ha pasado a ser el calzado barato y diario de los gauchos, aunque es frecuente el uso de este calzado por parte de la mayor parte de la población. Incluso Perón, el grand personaje Argentino en el ámbito político, las llevaba en sus pies.


Es importante decir que en Brasil se costumbra usar este tipo de zapato, el la región sur.
Es importante decir, también, que yo no imagino un español y un francés con alpargatas en los pies...y que no imagino un Argentino, un Uruguayo y un sur-brasileño sin ellas.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Palavrinhas de inicio de tarde...

Eu sou de escrever pouco mesmo. Não sou amiga das grandes e intermináveis frases. Nada contra elas, mas "me gusta" ficar descobrindo o depois e o depois que vem depois do ponto final. É como tentar saber o que está na outra margem no rio, sem ver nada além de neblina e neblina. Por isso, deixo a mensagem do meu amigo Fernando, para que os que leiem este singelo blog imaginem a riqueza que há na escrita dele (mirem o poeminha abaixo). E para ele, um convite à escrita (que começa com o grande poema do Luis Coronel, enviado pelo Fernando) - quiçá a escritura por estes caminhos virtuais, tão palpáveis, às vezes.
Teus pés voam longe
Asas de pavão
Num festival de cor e paixão.
(Fernando Caprioli)

ROMANCEIRO DA ERVA-MATE - Luiz Coronel

Naquele dia, por simpatia,
se achegou, sentou ao meu lado.
E me olhou e me serviu
mate com açúcar queimado.
Voltei logo, vim de longe
troteando a felicidade.
Naquele mate com açúcar
me deu somente amizade.
Passei a vagar pelos campos
dia e noite a pensar nela.
Pra dizer que em mim pensava
Serviu mate com canela.
Colhi as flores do campo,
trouxe brincos e um anel.
Querendo casar comigo
me serviu mate com mel.
Mas não quis partir comigo,
ai, quanta tristeza eu trago.
Pra dizer tenho outro amor,
me deu mate mui amargo.
Sete vezes eu voltei,
mas desisti afinal.
Só pra me mandar embora
me serviu mate com sal.

Sua vida é sentida
no calor de cada mate.
Na invernada do amor
é sabor de vida e sorte...

terça-feira, 11 de maio de 2010

HABLAR EN LA RADIO


Ayer, lunes, me fui hablar en la radio de la Universidad Nacional del Litoral sobre el intercámbio estudantil. La charla fue buena. Era para hablar del momento que yo vivo acá en Argentina y hablamos de literaturas. Sí, la literatura brasileña me fue questionada, así como la producida en la "Bacia do Prata" - y pude decir (casi) todo... porque las palabras faltan cuando necesitamos de ellas. O sea, aprender una lengua es mucho más que saber los verbos, unos vocablos ... es producir habla en / con una otra "estrutura lingüística" - y eso no es fácil.


video

domingo, 9 de maio de 2010

Madre

fuiste los ojos míos
mi respiración
regalasteme la vida

y después de todo
yo sólo soy lo que soy
porque compartiste tus experiencias comigo.



!Feliz día de las Madres!

terça-feira, 4 de maio de 2010

N(o.s)

Ao amigo Otavio Segala,
que busca algo na/da arte, assim como eu.

minha vida há cambiado
desde que mudei pra cá
deixei tudo por um sonho
vim pra cá pra me encontrar.

mas o encontro é um mistério
sempre perto, a desvendar
só descobre quem ao certo
se perdeu pra se achar.

mas o encontro é pura sorte
de quem tem ou nunca viu
só descobre a sorte ao certo
quem ficou ou quem partiu.

mas o encontro é nostalgia
é luz, é treva, é ilusão
só se acha o outro eu
nos acordes de um violão.

Do guarda-roupa e da vida

Sempre tive uma relação interessante com o meu guarda-roupa. Sempre. E de alguma forma muito misteriosa ele revela como anda minha vida ...