Sou (ainda) mais caneta e papel na mão. Sou lápis borrando a folha, sou giz, sou "errorex", "toque mágico". Sou livro entre os dedos. Sou teclado, sou máquina de escrever, sou um "plin" ao final da linha. Sou nova lauda diante do erro. Sou eletrola, rádio de pilha, toca-fitas. Mas bah! Sou blog em meio às novas tecnologias.
domingo, 22 de agosto de 2010
Os olhos nasceram zeros
Desde o ensino fundamental tenho vontade de aprender Braille. A minha colega da frente escrevia com pontinhos, traçando cada palavra para conhecer o mundo. Eu queria conhecer o mundo dela, ler com a pontinha dos dedos. Aprendi a ler com o coração. Depois eu queria ler o mundo para a minha colega... e descobri que a leitura é algo egoista. Não se pode ler para ninguém. Então, aprendi a descrever o mundo para ela e ela me ensinou a escutar mais. Crescemos. Saimos do colégio. Seguimos caminhos bem próximos... Ela ensina a ler...e eu penso que ensino alguma coisa.
Na faculdade, novamente me deparei com os pontinhos que levaram um colega ao título de graduação em Letras. Pontinhos que me convidaram sempre... que me chamaram para desbravar um universo único de aprendizado.
Eu aceitei o convite. Hoje é a terceira semana que escrevo em braille. Escrevo com dificuldade. Escrevo com o coração. Eu ainda quero ler com a ponta dos dedinhos... e mandar uma carta para a minha amiga Arlete. Eu ainda quero ler com a pontinha dos dedos e agradecer ao meu colega Rodrigo, ao meu professor Rodrigo.
sábado, 14 de agosto de 2010
Reflexões de Paulo Freire
Ler, estudar, é um trabalho paciente, desafiador, persistente. Não é tarefa para gente demasiado apressada ou pouco humilde que, em lugar de assumir suas deficiências, as transfere para o autor ou a autora do livro, considerando como impossível de ser estudado.
Paulo Freire (Cartas ao Professores)
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
Primeira Semana de Aula
Alunos inquietos. Muitos poderiam achar que isso não é bom. Para mim, ao contrário, é da inquietude do outro, sujeito em formação, que nasce o desafio de estar em sala de aula e compartilhar conhecimento. Aprendi muito com cada gesto de carinho, com cada pedido de atenção. E quem não aprenderia com eles? ...
La confianza en sí mismo
es el secreto del éxito.
R. W. Emerson
domingo, 1 de agosto de 2010
EDUCAÇÃO: UM SONHO POSSÍVEL

Sou uma aprendiz. E é sob esta condição que, todos os dias, preparo uma aula para o meu aluno. Aprendo com ele em cada ato comunicativo. Nosso encontro é sempre um espaço participativo de aprendizado mútuo. Se não for para crescermos juntos, a educação, a meu ver, não funciona.
Escolhi ser assim, construir meu caminho dessa forma, porque acredito que ser professor não é portar uma verdade, um conhecimento uno e estanque. Ser professor é mediar uma descoberta única e inesquecível para o aluno: a descoberta do mundo e do homem como parte deste universo. E é, também, descobrir-se a si mesmo como sujeito (ativo) desse espaço de / em transformação.
Escolhi ser assim, porque acredito na POSSIBILIDADE DOS SONHOS e não deixo que os obstáculos tomem conta do meu destino. Os obstáculos sempre existirão na minha trajetória e eu tenho apenas duas escolhas a fazer: ou esbarro neles ou mudo eu/eles de lugar. Eu acredito que a mudança é possível: para mim e para o outro, para mim e para o meu aluno.
Afinal de contas, como coloca o grande poeta Mario Quintana no seu poema "Das Utopias" - "Se as coisas são inatingíveis...ora! Não é motivo para não querê-las... Que triste os caminhos, se não fora a presença distante das estrelas!".
Eu acredito na estrela que há, mesmo que distante, em cada pessoa que cruza o meu caminho.
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