terça-feira, 30 de janeiro de 2018

PEQUENO CONTO DAS SUTILEZAS II

Por Angelise Fagundes

Jantar em família. Brigite tenta conversar sobre a situação política do país. Afeita ao debate, posiciona-se. Descobre, enfim, que isso é coisa de homem naquele lugar. Rotulam-na: histérica! E desde aquela sexta-santa perdeu a voz.

segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

Pequena poesia da mulher moderna


Angelise Fagundes


Há um mundo cobrando vida dentro do meu ventre
verve a vida
e nasce o verso.

revelações


Angelise Fagundes

há dias em que me enfeito de primavera e rodopio esperança

há outros tantos que brigo com uma angustia aqui dentro
um nó indecifrável
um sem motivo
um emaranhado sem ponta

eu escuto as minhas demoras entranhadas
faço verso em minhas redes
faço fio, faço laço

há dias em que as angustias são nós cego
e o que me falta é tempo de mim








quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Pequeno conto das sutilezas I



Por Angelise Fagundes

Domingo quente de outubro. Festa. Velhos amigos comentavam em uma roda as qualidades de se ser Brigite. Haviam visto a moça crescer. Linda, muito linda. Inteligente, muito inteligente, exclamavam! Entre um abraço, outro abraço, mais abraços, Brigite, incomodada, descobria que violência contra a mulher tem várias faces. 



Poesia para um amor que nunca morre

                                                        da tua Didimon memórias nossas                em conversa com as estrelas           ...