




Nas fotos, Haydée Hostin Lima e Denise Reis, eu e Lia satori, Onilse Pozzobon e Auri Sudati e, abaixo, Edinara Leão e Maria Venite, Maria da Graça Py e Nere Beladona.
FONTE: Diário SM - 27/12/2010 - Conexão (Maristela Moura)
Sou (ainda) mais caneta e papel na mão. Sou lápis borrando a folha, sou giz, sou "errorex", "toque mágico". Sou livro entre os dedos. Sou teclado, sou máquina de escrever, sou um "plin" ao final da linha. Sou nova lauda diante do erro. Sou eletrola, rádio de pilha, toca-fitas. Mas bah! Sou blog em meio às novas tecnologias.






Pátria é mais que isso. É mais do que nascer no Brasil ou em qualquer parte do mundo. É pertencer a um espaço característico, ter uma identidade, uma língua, uma cultura, um sentimento de pertencimento. Fora do país por alguns meses, bebi deste sentimento de formas nunca antes sentidas. Estar longe é estar tão perto do que nos forma. Descobri, cheia de saudade, que minha identidade regional é hierarquicamente superior a minha identidade nacional. Não que não me considere brasileira. Nada disso. Mas somos tão moldados no nosso
sistema regional, que é inevitável não nos sentirmos apartados do restante do país. Somos tão diferentes. E a identificação sempre se dá por uma exclusão - "sou brasileira, mas não sou paulista"..."sou brasileira, mas não sou gaúcha"...coisas do tipo. Por isso, talvez, que sentimento de pátria, para mim, se dá em um outro dia. Um dia que eu ainda me orgulho de comemorar (ou não, dependendo do ponto de partida da nossa charla...): 20 de setembro! Isso se dá, talvez, pela relação dos gaúchos com o Brasil ser um "casamento forçado", uma imposição de "pai". É fato ... é só escutar qualquer gaúcho cantando o hino nacional...cheio de dúvidas...e escutar qualquer gaúcho cantando o hino do Rio Grande, cheio de amor.

"La palabra es irreversible, ésa es su fatalidad. Lo que ya se ha dicho no puede recogerse, salvo para aumentarlo: corregir, en este caso, quiere decir, cosa rara, añandir. Cuando ha, no hablo no puedo nunca pasar la goma, borrar, anular; lo más que puedo hacer es decir 'anulo, borro, rectifico', o sea, hablar más."


Tudo começa pela estrutura do mate (ótima essa!), a parte material da coisa. A cuia se difere na mão do povo. No RS se usa uma cuia maior, geralmente de porongo. Aqui na Argentina se toma mate em cuia de porongo, de madeira, de guampa, de plástico - e, independente do tipo de recipiente usado, este é sempre pequeno (ou - "qué se yo" - menor que o nosso do RS).
O "recheio" do mate também marca a diferença entre nós, brasileiros, e eles, argentinos. A erva daqui é forte, moida grossa, muitas contendo "yuyo". No RS a erva é suave, mais em pó, verdinha e com pauzinhos. E quem quiser chá no mate tem que colocar. O mate argentino não tem "monte". O nosso, sim. 


Estar de intercámbio es mucho más que aprender una lengua, su acento. Es, además de eso, conocer los procesos culturales del pais en que se está viviendo. En esta semana, el asunto principal en toda la nación del antiguo Reino de la Plata fue "Las Malvinas". Impresiona la forma como este tema es mencionado por los argentinos. Muchos de ellos piensan que lo que pasó, pasó. Muchos piensan que la guerra es más de una de las maldades que el gobierno hace al pueblo. Gran parte de la población quiere las islas - sólo por querer, porque piensa que es suya por derecho. La mayoria se calla frente al tema; la mayoria tiene algo de que hablar sobre el tema - y hablan con un poder de conocimiento. Además de eso, todos los vehículos de información dieron mucha énfasis al asunto: músicas, poemas borgianos, fotos, carteles... todo en las calles denunciaban algo que no miramos en Brasil. Acá las cosas son como el tango: apasionadas y trágicas. A veces más trágicas, a veces más apasianadas.
(Jorge Luis Borges) 
Les tocó en suerte una época extraña.
El planeta había sido parcelado en distintos países, cada uno provisto de lealtades, de queridas memorias, de un pasado sin duda heroico, de derechos, de agravios, de una mitología peculiar, de próceres de bronce, de aniversarios, de demagogos y de símbolos. Esa división, cara a los cartógrafos, auspiciaba las guerras.
López había nacido en la ciudad junto al río inmóvil; Ward en las afueras de la ciudad por la que caminó Father Brown. Había estudiado castellano para leer el Quijote.
El otro profesaba el amor de Conrad, que le había sido revelado en un aula de la calle Viamonte.
Hubieran sido amigos, pero se vieron una sola vez cara a cara, en unas islas demasiado famosas, y cada uno de los dos fue Caín, y cada uno, Abel.
Los enterraron juntos. La nieve y la corrupción los conocen.
El hecho que refiero pasó en un tiempo que no podemos entender.



As primeiras aulas na Argentina foram de tirar o fôlego. Literatura aqui tem outra conotação. É papo sério! Não que no Brasil não seja, não que na UFSM não seja. É, sem sombra de dúvidas. Mas aqui a teoria acompanha o texto, salienta-se de uma outra forma. As classes de literatura são o conúbio entre prazer e trabalho. Ou melhor, um trabalho árduo que gera o prazer de conhecer mais. Nas aulas, o aluno é peça chave. O aluno tem voz. Participa... E eu estou feliz da vida com isso!Tenho gostado de mais de pessoas que me gostam de menos: Nunca fui boa em matemática.