Sou (ainda) mais caneta e papel na mão. Sou lápis borrando a folha, sou giz, sou "errorex", "toque mágico". Sou livro entre os dedos. Sou teclado, sou máquina de escrever, sou um "plin" ao final da linha. Sou nova lauda diante do erro. Sou eletrola, rádio de pilha, toca-fitas. Mas bah! Sou blog em meio às novas tecnologias.
sexta-feira, 8 de maio de 2026
Almagamada
Ando assim
mexida
tocada
invadida
um milhão e meio de pensamentos e sensações
me estranho e
me reconheço
me encontro e
me perco
neste emaranhado
sem fim
de versões que sou (sou?)
que fui
que venho sendo
E, na saudade de quem fui, de quem vivi, me enterneço
Angico
Na janela da memória
reencontrei
sentada,
cabelos o vento,
a menina que fui.
Que saudade
tenho de mim.
Confissão
Tento encontrar uma palavra que seja boia
e me resgate deste naufrágio sem fim
que foi nascer-me mãe
a gente ganha uma vida
e perde o corpo
o nome
se perde de si (e dos outros)
mas...
sempre há uma volteada de coxilha
um pôr-do-sol, uma noite bem dormida...
e a gente se reencontra
(uma hora isso acontece quase como um filme antigo, uma memória)
não mais a mesma
muitas outras
não mais (só) mãe do próprio filho
mas também um pouco mãe de si mesma
segunda-feira, 20 de abril de 2026
Poesia para um amor que nunca morre
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Constatação
Tenho gostado de mais de pessoas que me gostam de menos: Nunca fui boa em matemática.
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