Carl Rogers
Sou (ainda) mais caneta e papel na mão. Sou lápis borrando a folha, sou giz, sou "errorex", "toque mágico". Sou livro entre os dedos. Sou teclado, sou máquina de escrever, sou um "plin" ao final da linha. Sou nova lauda diante do erro. Sou eletrola, rádio de pilha, toca-fitas. Mas bah! Sou blog em meio às novas tecnologias.
quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
Poeminha de final de ano...
Cortar o tempo
Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias,
a que se deu o nome de ano,
foi um indivíduo genial.
Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão.
Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos.
Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez, com outro número e outra vontade de acreditar que daqui pra diante vai ser diferente.
Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias,
a que se deu o nome de ano,
foi um indivíduo genial.
Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão.
Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos.
Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez, com outro número e outra vontade de acreditar que daqui pra diante vai ser diferente.
Carlos Drummond de Andrade
terça-feira, 15 de novembro de 2011
sexta-feira, 28 de outubro de 2011
3ª Feira do Livro de DiLERmando de Aguiar
"Há poemas que demoram muito para serem escritos
um deles se chama Feira do Livro"
Eu, Bea e Laura guarany
Casa do Poeta de Santa Maria e São Pedro do Sul
Patrono Chico Sosa
Grupo de Teatro SMEC
Prefeito, 1ª Dama, Patrono, SMEC, Patrão CTG Herdeiros da Tradição, Camarguinho, Sr. Avelar Teixeira, Francisco Jr.
sexta-feira, 14 de outubro de 2011
quarta-feira, 7 de setembro de 2011
Giannini
Angelise Fagundes
Tirei o pó das tuas cordas silenciadas
minha voz não saiu
mas eu pude escutar a presença iluminada
que passados vinte anos
da ponta dos meus dedos não partiu.
Tirei o pó das tuas cordas silenciadas
minha voz não saiu
mas eu pude escutar a presença iluminada
que passados vinte anos
da ponta dos meus dedos não partiu.
domingo, 28 de agosto de 2011
PARECER DESCRITIVO
A escola que não muda, constantemente, se aparta do seu caminho. Repensar a ação pedagógica deve ser algo constante na prática docente. Se o professor decidir por não refletir sobre a sua ação, decida, ao menos, realizar outra função - longe do espaço da sala de aula.
O Parecer Descritivo possibilita repensar a avaliação como um todo - a do aluno e, principalmente, a do professor como um mediador (atuação) e como um planejador da aprendizagem desse aluno (ação). O Parecer Descritivo nasce da avaliação e volta a ela, constantemente ...
Neste processo de conhecer mais sobre o tema, descobri vários textos interessantíssimos, que disponibilizo aqui, para que seja uma busca mais fácil para aquele que decidir (re)pensar este documento que cria o painel histórico da aprendizagem escolar!
Dissertação de Mestrado (UFRGS)
Neste percurso, estudando tudo que envolve a escritura do Parecer Descritivo, descobri, ainda, o quanto Caxias do Sul (serra Gaúcha) está a frente também nesta questão. Foi muito bom saber que tem gente fazendo "arte" da boa por aí!
Das minhas leituras e das leituras de minhas colegas, então, criamos um material, que disponibilizo abaixo. Afinal, conhecimento que não circula, não é conhecimento.
Boa leitura!
Parecer Descritivo (versão PDF)
sexta-feira, 12 de agosto de 2011
segunda-feira, 4 de julho de 2011
O erro de não errar!

Meus alunos entendem o ERRO como algo maléfico em sua aprendizagem. Errar é feio, professora! - me falou um menino dia desses. Fiquei sem fôlego diante do buraco que foi cavado (por quem? tsc tsc tsc) na vida deste pequeno indivíduo, mas não pude me calar.
Disse a todos: - "Gente, errar faz parte do processo! Quando erramos estamos tentando acertar! Só aprende quem erra, ora!".
Meus alunos me olharam meio desconfiados e eu insisti: - "Acaso o bebê, quando começa a caminhar, sai caminhando perfeitamente? Não! Ele engatinha, apoia-se, pede ajuda, cai, cai e cai inúmeras vezes. Depois, sai andando sem precisar de auxílio. Com o conhecimento acontece a mesma coisa. Precisamos cair várias vezes, arranhar o joelho do nosso aprendizado para, depois, ganharmos autonomia frente aos livros, frente ao mundo".
Mas eu digo...vem outro e "desdiz"... e o aluno vai sendo lapidado meio a meio... com medo e alegria de aprender!
terça-feira, 28 de junho de 2011
El Uruguay
Estes dias li no Diário SM o que Vitor Ramil escreveu em seu "Estética do Frio" (http://www.vitorramil.com.br/estetica.htm#). Caminhando nestes últimos dias de junho pelas ruas de "la ciudadela", em Montevideo, me recordei das palavras do artista e vi mais claro meus processos identificatórios.
Ramil contava no artigo que, certa feita, no escaldante Rio de Janeiro, via, pela TV, notícias do Sul, do frio chegando ao pampa rio-grandense. Sentiu, sorvendo seu mate e suando muitíssimo, que não era daquele espaço. Sentiu-se fora do lugar. (Já me senti fora do lugar algumas vezes!)
Quando vivi na Argentina, sentia algo estranho com relação aos brasileiros que viviam na mesma casa que eu. Eram meus compatriotas, mas compartiamos raramente gostos, falares, valores, ideias. Estranho ser brasileira naquela situação de estrangeira com "os meus". Na contrapartida, misturada aos argentinos nas calles de Santa Fe, sentia-me parte. O mate sempre foi um elo interessante entre nosotros, del sur.
Foi talvez por lá que senti o que li e pensei sempre a respeito dos paises do Prata. Eramos um só continente, para além das questões territoriais de outros tempos e tratados.
Nas calles uruguayas, "lo mismo". Me Senti parte daquele frio gelado que abarca. Me senti um pouco uruguaya, como meu avô nascido em Melo. Borges (apud Ramil) certamente tinha razão... o frio (esta arte do sul) é o que nos revela.
quarta-feira, 15 de junho de 2011
Sou puxado por ventos e palavras.
(Palestrar com formigas é lindeiro da insânia?)
Tenho o ombro a convite das garças.
.............................
...........................
(Tirei as tripas de uma palavra?)
...................................
A chuva atravessou um pato pelo meio.
...................................
Eu tenho faculdade pra dementes?
...................................
A chuva deformou a cor das horas.
...................................
A placidez já põe a mão nas águas
Só podia ser Manoel de Barros
(Palestrar com formigas é lindeiro da insânia?)
Tenho o ombro a convite das garças.
.............................
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(Tirei as tripas de uma palavra?)
...................................
A chuva atravessou um pato pelo meio.
...................................
Eu tenho faculdade pra dementes?
...................................
A chuva deformou a cor das horas.
...................................
A placidez já põe a mão nas águas
Só podia ser Manoel de Barros
segunda-feira, 23 de maio de 2011
MIRADA
Angelise Fagundes (em 12 de maio de 2011)
Hoje vi uns olhos diferenes
olhos de olhar para dentro
vi uns olhos perdidos no firmamento.
vi uns olhos perdidos
apoiados nos olhos alheiros
vi uns olhos pedindo
calma ao companheiro
vi olhos que gritavam
a minha cegueira em plena avenida
minha cegueira sentida.
sábado, 14 de maio de 2011
Sempre tive para mim, como professora, que nunca seria capaz de ensinar nada do que sei para ninguém. O que aprendi e da forma que aprendi é muito meu. "Egoisticamente" meu! O conhecimento é intrasferível! O máximo que posso fazer é provocar o outro - aprendiz em minhas mãos - a buscar qualquer coisa que seja conhecimento. Motivá-lo, nesta busca, a ser um egoista também.
http://www.youtube.com/watch?v=_OsYdePR1IU
http://www.youtube.com/watch?v=_OsYdePR1IU
obs.: Não interprete ao pé da letra este egoísta... não quero um aluno egoísta. Isso seria péssimo. Eu quero um aluno inquieto por saber mais e mais... E se ainda continuar em dúvida quanto ao que eu REALMENTE quiz dizer, me escreva... mas não julgue. Julgar também é péssimo!
domingo, 1 de maio de 2011
terça-feira, 29 de março de 2011
domingo, 27 de março de 2011
O livro
O tempo é outro. A sociedade move-se na rapidez das novas tecnologias de informação e comunicação e, nesse universo, o livro sobrevive com suas longas páginas, seus infinitos capítulos - suas descrições, sua demora. O mundo é outro. O homem é outro. Mas o viajar sem sair do lugar que o livro proporciona permanece inalterável.
quarta-feira, 16 de março de 2011
terça-feira, 15 de março de 2011
Leitura de mundo
Todos os dias, quando olho meus alunos, me pergunto: ler - o que é ler para estas crianças? Diante da possibilidade de resposta que tenho, debruço minhas esperanças!

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
Toda vez que estou para morrer sinto vontade de gritar com a ponta dos dedos. Meus dedos calam ...escrever com qualquer sentimento alterado gera um desconforto ainda maior que a morte. O erro, a palavra torta, o estilo pobre - todas as fraquezas do escrivão esticam seus braços para o leitor. Eu temo escrever, quando estou para morrer. É nesse momento que sou mais eu do que todas as vezes. Minhas máscaras apagam-se numa velocidade que não consigo calcular e eu surjo escabelada em meio as minhas sombras. Neste segundo sou a possibilidade de qualquer fracasso. E meu discurso é vão.
Toda vez que estou para morrer sinto vontade de gritar com a ponta dos dedos... mas hoje eu vou apenas desenhar.
By Angelise.
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Tenho bordado como quem procura compreender a vida vou desenhando sobre o algodão cru pontos coloridos ni siempre perfectos a veces, perdido...

