sexta-feira, 24 de fevereiro de 2023

Ponto final?


Nunca fui amiga da morte,

mas ainda tento reconhecê-la como parte dos meus ciclos:

morri muitas vezes e nasci no mesmo corpo outras tantas

superei-a, superando-me

como não a ver como parte do todo, em cada um...

como o certo fim que me habita?


Abro os olhos e deixo o verde-vento-céu entrar pela janela

Sou toda reflexão e poesia, verve e amor

aqui, a vida segue fazendo morada

Habitam-me tantas no meu corpo mutante...tantas histórias

que me resta concluir que 

a morte segue em vida como memória.



 

Justino Kieling, 580

 

Há, na esquina da minha vida, uma casa

sombreada de nogueiras e muitos tons de verde-poesia,

habito-a desde então

eu e os meus

 

alicerçada de sonhos,

(re)descobrimos nossas partes em cada cômodo

Encontramos olvidos

Tateamos caminhos


Recomeçamos

Constatação

Tenho gostado de mais  de pessoas que  me gostam de menos:  Nunca fui boa em matemática.