Sou (ainda) mais caneta e papel na mão. Sou lápis borrando a folha, sou giz, sou "errorex", "toque mágico". Sou livro entre os dedos. Sou teclado, sou máquina de escrever, sou um "plin" ao final da linha. Sou nova lauda diante do erro. Sou eletrola, rádio de pilha, toca-fitas. Mas bah! Sou blog em meio às novas tecnologias.
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
sábado, 2 de outubro de 2010
sábado, 11 de setembro de 2010
11 de Setembro: Proclamação da República Rio-grandense.
Camaradas! Nós que compomos a 1ª Brigada do Exército liberal, devemos ser os primeiros a proclamar, como proclamamos, a independência desta província, a qual fica desligada das demais do império e forma um Estado livre e independente com o título de República Rio-grandense, e cujo manifesto às nações civilizadas se fará oportunamente. Camaradas! Gritemos pela primeira vez: viva a República Rio-grandense! Viva a idenpendência! Viva o exército republicano Rio-grandense!
Camaradas! Nós que compomos a 1ª Brigada do Exército liberal, devemos ser os primeiros a proclamar, como proclamamos, a independência desta província, a qual fica desligada das demais do império e forma um Estado livre e independente com o título de República Rio-grandense, e cujo manifesto às nações civilizadas se fará oportunamente. Camaradas! Gritemos pela primeira vez: viva a República Rio-grandense! Viva a idenpendência! Viva o exército republicano Rio-grandense!
General Souza Neto,
11 de setembro de 1836.
Fonte: http://www.ihgrgs.org.br/
terça-feira, 7 de setembro de 2010
7 de setembro?
Alguns dizem que a Pátria é o nosso país, marcada no retrato territorial brasileiro.
Pátria é mais que isso. É mais do que nascer no Brasil ou em qualquer parte do mundo. É pertencer a um espaço característico, ter uma identidade, uma língua, uma cultura, um sentimento de pertencimento. Fora do país por alguns meses, bebi deste sentimento de formas nunca antes sentidas. Estar longe é estar tão perto do que nos forma. Descobri, cheia de saudade, que minha identidade regional é hierarquicamente superior a minha identidade nacional. Não que não me considere brasileira. Nada disso. Mas somos tão moldados no nosso
sistema regional, que é inevitável não nos sentirmos apartados do restante do país. Somos tão diferentes. E a identificação sempre se dá por uma exclusão - "sou brasileira, mas não sou paulista"..."sou brasileira, mas não sou gaúcha"...coisas do tipo. Por isso, talvez, que sentimento de pátria, para mim, se dá em um outro dia. Um dia que eu ainda me orgulho de comemorar (ou não, dependendo do ponto de partida da nossa charla...): 20 de setembro! Isso se dá, talvez, pela relação dos gaúchos com o Brasil ser um "casamento forçado", uma imposição de "pai". É fato ... é só escutar qualquer gaúcho cantando o hino nacional...cheio de dúvidas...e escutar qualquer gaúcho cantando o hino do Rio Grande, cheio de amor.
Pátria é mais que isso. É mais do que nascer no Brasil ou em qualquer parte do mundo. É pertencer a um espaço característico, ter uma identidade, uma língua, uma cultura, um sentimento de pertencimento. Fora do país por alguns meses, bebi deste sentimento de formas nunca antes sentidas. Estar longe é estar tão perto do que nos forma. Descobri, cheia de saudade, que minha identidade regional é hierarquicamente superior a minha identidade nacional. Não que não me considere brasileira. Nada disso. Mas somos tão moldados no nosso
sistema regional, que é inevitável não nos sentirmos apartados do restante do país. Somos tão diferentes. E a identificação sempre se dá por uma exclusão - "sou brasileira, mas não sou paulista"..."sou brasileira, mas não sou gaúcha"...coisas do tipo. Por isso, talvez, que sentimento de pátria, para mim, se dá em um outro dia. Um dia que eu ainda me orgulho de comemorar (ou não, dependendo do ponto de partida da nossa charla...): 20 de setembro! Isso se dá, talvez, pela relação dos gaúchos com o Brasil ser um "casamento forçado", uma imposição de "pai". É fato ... é só escutar qualquer gaúcho cantando o hino nacional...cheio de dúvidas...e escutar qualquer gaúcho cantando o hino do Rio Grande, cheio de amor. "Amada mía
querida mía
!Ay, Patria mía!
De tumbo en tumbo
se pierde el rumbo
de la alegria"
(Mercedes Sosa)
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
Sorriso de orelha a orelha
Este final de semana foi de muito trabalho. Corrigi provas e mais provas das minhas turminhas do ensino fundamental. Porém, feliz fiquei ao ver o resultado das avaliações com uma turma "mega especial": a aceleração. Esta turma desacreditada arrebentou! Escreveram textos de gente grande, cheios de crítica e fundamento. Estou feliz! Bem feliz...
Este final de semana foi de muito trabalho. Corrigi provas e mais provas das minhas turminhas do ensino fundamental. Porém, feliz fiquei ao ver o resultado das avaliações com uma turma "mega especial": a aceleração. Esta turma desacreditada arrebentou! Escreveram textos de gente grande, cheios de crítica e fundamento. Estou feliz! Bem feliz...
domingo, 22 de agosto de 2010
Os olhos nasceram zeros
Desde o ensino fundamental tenho vontade de aprender Braille. A minha colega da frente escrevia com pontinhos, traçando cada palavra para conhecer o mundo. Eu queria conhecer o mundo dela, ler com a pontinha dos dedos. Aprendi a ler com o coração. Depois eu queria ler o mundo para a minha colega... e descobri que a leitura é algo egoista. Não se pode ler para ninguém. Então, aprendi a descrever o mundo para ela e ela me ensinou a escutar mais. Crescemos. Saimos do colégio. Seguimos caminhos bem próximos... Ela ensina a ler...e eu penso que ensino alguma coisa.
Na faculdade, novamente me deparei com os pontinhos que levaram um colega ao título de graduação em Letras. Pontinhos que me convidaram sempre... que me chamaram para desbravar um universo único de aprendizado.
Eu aceitei o convite. Hoje é a terceira semana que escrevo em braille. Escrevo com dificuldade. Escrevo com o coração. Eu ainda quero ler com a ponta dos dedinhos... e mandar uma carta para a minha amiga Arlete. Eu ainda quero ler com a pontinha dos dedos e agradecer ao meu colega Rodrigo, ao meu professor Rodrigo.
sábado, 14 de agosto de 2010
Reflexões de Paulo Freire
Ler, estudar, é um trabalho paciente, desafiador, persistente. Não é tarefa para gente demasiado apressada ou pouco humilde que, em lugar de assumir suas deficiências, as transfere para o autor ou a autora do livro, considerando como impossível de ser estudado.
Paulo Freire (Cartas ao Professores)
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
Primeira Semana de Aula
Alunos inquietos. Muitos poderiam achar que isso não é bom. Para mim, ao contrário, é da inquietude do outro, sujeito em formação, que nasce o desafio de estar em sala de aula e compartilhar conhecimento. Aprendi muito com cada gesto de carinho, com cada pedido de atenção. E quem não aprenderia com eles? ...
La confianza en sí mismo
es el secreto del éxito.
R. W. Emerson
domingo, 1 de agosto de 2010
EDUCAÇÃO: UM SONHO POSSÍVEL

Sou uma aprendiz. E é sob esta condição que, todos os dias, preparo uma aula para o meu aluno. Aprendo com ele em cada ato comunicativo. Nosso encontro é sempre um espaço participativo de aprendizado mútuo. Se não for para crescermos juntos, a educação, a meu ver, não funciona.
Escolhi ser assim, construir meu caminho dessa forma, porque acredito que ser professor não é portar uma verdade, um conhecimento uno e estanque. Ser professor é mediar uma descoberta única e inesquecível para o aluno: a descoberta do mundo e do homem como parte deste universo. E é, também, descobrir-se a si mesmo como sujeito (ativo) desse espaço de / em transformação.
Escolhi ser assim, porque acredito na POSSIBILIDADE DOS SONHOS e não deixo que os obstáculos tomem conta do meu destino. Os obstáculos sempre existirão na minha trajetória e eu tenho apenas duas escolhas a fazer: ou esbarro neles ou mudo eu/eles de lugar. Eu acredito que a mudança é possível: para mim e para o outro, para mim e para o meu aluno.
Afinal de contas, como coloca o grande poeta Mario Quintana no seu poema "Das Utopias" - "Se as coisas são inatingíveis...ora! Não é motivo para não querê-las... Que triste os caminhos, se não fora a presença distante das estrelas!".
Eu acredito na estrela que há, mesmo que distante, em cada pessoa que cruza o meu caminho.
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Constatação
Tenho gostado de mais de pessoas que me gostam de menos: Nunca fui boa em matemática.
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Al leer los textos críticos sobre la producción ficcional de Mario Vargas Llosa, lo que se percibe es su fabuloso mundo de creación. Marcada...
