terça-feira, 28 de junho de 2011

El Uruguay

Estes dias li no Diário SM o que Vitor Ramil escreveu em seu "Estética do Frio" (http://www.vitorramil.com.br/estetica.htm#). Caminhando nestes últimos dias de junho pelas ruas de "la ciudadela", em Montevideo, me recordei das palavras do artista e vi mais claro meus processos identificatórios.


Ramil contava no artigo que, certa feita, no escaldante Rio de Janeiro, via, pela TV, notícias do Sul, do frio chegando ao pampa rio-grandense. Sentiu, sorvendo seu mate e suando muitíssimo, que não era daquele espaço. Sentiu-se fora do lugar. (Já me senti fora do lugar algumas vezes!)


Quando vivi na Argentina, sentia algo estranho com relação aos brasileiros que viviam na mesma casa que eu. Eram meus compatriotas, mas compartiamos raramente gostos, falares, valores, ideias. Estranho ser brasileira naquela situação de estrangeira com "os meus". Na contrapartida, misturada aos argentinos nas calles de Santa Fe, sentia-me parte. O mate sempre foi um elo interessante entre nosotros, del sur.


Foi talvez por lá que senti o que li e pensei sempre a respeito dos paises do Prata. Eramos um só continente, para além das questões territoriais de outros tempos e tratados.


Nas calles uruguayas, "lo mismo". Me Senti parte daquele frio gelado que abarca. Me senti um pouco uruguaya, como meu avô nascido em Melo. Borges (apud Ramil) certamente tinha razão... o frio (esta arte do sul) é o que nos revela.





quarta-feira, 15 de junho de 2011

Sou puxado por ventos e palavras.
(Palestrar com formigas é lindeiro da insânia?)

Tenho o ombro a convite das garças.
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(Tirei as tripas de uma palavra?)
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A chuva atravessou um pato pelo meio.
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Eu tenho faculdade pra dementes?
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A chuva deformou a cor das horas.
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A placidez já põe a mão nas águas

Só podia ser Manoel de Barros

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Sem bengala e com olhos vãos
ia o cego perdido na escuridão...

MIRADA

Angelise Fagundes (em 12 de maio de 2011)



Hoje vi uns olhos diferenes
olhos de olhar para dentro
vi uns olhos perdidos no firmamento.

vi uns olhos perdidos
apoiados nos olhos alheiros

vi uns olhos pedindo
calma ao companheiro

vi olhos que gritavam
a minha cegueira em plena avenida
minha cegueira sentida.

sábado, 14 de maio de 2011

Dicas para fazer uma feira do livro

www.adeler.com.br/fotos/manual_fle.doc
Sempre tive para mim, como professora, que nunca seria capaz de ensinar nada do que sei para ninguém. O que aprendi e da forma que aprendi é muito meu. "Egoisticamente" meu! O conhecimento é intrasferível! O máximo que posso fazer é provocar o outro - aprendiz em minhas mãos - a buscar qualquer coisa que seja conhecimento. Motivá-lo, nesta busca, a ser um egoista também.


http://www.youtube.com/watch?v=_OsYdePR1IU


obs.: Não interprete ao pé da letra este egoísta... não quero um aluno egoísta. Isso seria péssimo. Eu quero um aluno inquieto por saber mais e mais... E se ainda continuar em dúvida quanto ao que eu REALMENTE quiz dizer, me escreva... mas não julgue. Julgar também é péssimo!

terça-feira, 3 de maio de 2011

domingo, 1 de maio de 2011

terça-feira, 29 de março de 2011

Hoje foi dia de sonhar! Muitas folhas escritas habitam a praça da minha imaginação....

domingo, 27 de março de 2011

O livro

O tempo é outro. A sociedade move-se na rapidez das novas tecnologias de informação e comunicação e, nesse universo, o livro sobrevive com suas longas páginas, seus infinitos capítulos - suas descrições, sua demora. O mundo é outro. O homem é outro. Mas o viajar sem sair do lugar que o livro proporciona permanece inalterável.

quarta-feira, 16 de março de 2011


O Senhor da Acampamento

vi uns olhos cheios de saudade
debruçados na minha juventude

apoiados no braço alheio
gritavam um pouco de tempo

vi uns olhos cheios de esperança
debruçados no segundo do ponteiro

Constatação

Tenho gostado de mais  de pessoas que  me gostam de menos:  Nunca fui boa em matemática.