terça-feira, 9 de julho de 2013

Cyndi Lauper foi o tema de minha infância. É, eu sou dos 80. Eu corri de bici na rua do Fontoura Ilha, tomei pepsi e masquei bolin bola. Dormi ao som de cururus e histórias fantásticas. Fiz turismo no cemitério municipal. Eu fui, eu sou feliz... e morro de saudade das conversas na sacada da rua Padre Pedro Luis... intermináveis madrugadas construindo amizades. Saudades do teu abraço Adriana Fernandes, do teu abraço Alexandre Fernandes e do teu abraço Elizandra Fernandes.

É impossível não amar vocês!



sábado, 6 de julho de 2013

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Carta a quem chega e é bem-vind@!

Carta a quem chega e é bem-vind@!

Querid@ sobrinh@,
É provável que daqui três  ou quatro anos tu estejas recém juntando as primeiras vogais, escrevendo teu nome. Teu nome – tão importante mesmo antes de te conhecer, de saber se  te direi “meu” ou se te direi “minha” (viste, sou possessiva – é excesso de amor!). Tu ainda não lerás minhas escrituras, meus segredos – mas já serás leitor de meus olhos – apaixonados por ti, luz de nossas vidas.

Hoje são 4 de julho de 2013. Há dois dias ensaio um poema para brindar tua vinda. E vida, inunda minha madrugada insone. Estou feliz e sonho acordada! És poesia, acredite! Mas  meus dedos prosas teimam em escrever para o teu futuro.

Teu futuro... nosso futuro...

Quero que saibas que sempre te amei. Te amo de outros tempos. Fui destinada a ser a guardiã de teus brinquedos imaginários, de brincadeiras de faz de conta, de bolos e comidinhas de verdade... prometo nos aventurarmos por bibliotecas e mundos encantados...lá, fantasia engrandece a gente...vamos ser grandes junt@s?!

Teu futuro... nosso futuro...

É provável que um dia leias esta carta – que a leiam para ti, que leias para teus amig@s, para teus avós. Cada letra foi um “bem-vind@”! Em cada letra, saiba – em cada sentimento que movimentou cada letra na página em branco do papel – era amor, puro amor.

É certo que por ti me moverei... nos moveremos todos... nos tornaremos melhores já da tua chegada, porque por ti – por ti e pelos teus primos – toda terra é campo fértil para primaveras em nossas almas.

É tão maravilhoso ser tia!
Ser tua tia!


Tia Lise.


terça-feira, 11 de junho de 2013

Para o dia dos Namorados




Eu sempre quis um amor que...

me esperasse de porta aberta e sorriso largo
sem medo de tempestades e com coragem de super-herói
me segurasse a mão e caminhasse junto em tempestades e dias de sol
sempre quis um homem metade senhor, metade menino
sem metades para o amor

sempre esperei um amor que me amasse por inteiro
quisesse cem por cento de mim
e desse cem por cento de si  mesmo
que sonhasse futuros
e desejasse presentes
sem deixar de ser hoje o passado que o formou

sempre sonhei com um amor que desse flores imaginárias
em dias de não ser
que me acordasse iluminado de desejo
e fosse dormir com vida nos olhos

sempre quis um amor que amasse a vida
que inspirasse poesia e poesia fosse
e poesia escrevesse nas minhas curvas
sem receio dos rabiscos, dos traçados
das versões finais...nem sempre bem acabadas

sempre quis um amor que não temesse o erro
mas que sobretudo não temesse reconhecer ter errado
que fosse honesto nas palavras
e mais honesto ainda nas atitudes

sempre quis um amor que fosse diálogo
entre os corpos, entre as almas, entre os olhos
sem meias palavras
frente a frente
cara a cara

sempre quis um amor que me fizesse sonhar
sonhar assim... sem medo
simplesmente sonhar.

FELIZ DIA DOS NAMORADOS, AMOR!



sexta-feira, 24 de maio de 2013

Inês Pedrosa Again

Novamente fui invadida pela leitura de Inês Pedrosa. Depois de "Em tuas mãos", também presente do meu companheiro de leituras e vivências - o meu amor - achei que levaria um tempo mais para me surpreender com uma nova narrativa.

Pois lindo foi deparar-me com ela, refeita.

"A eternidade e o desejo" além de abarcar metáforas lindas criadas pelos narradores Sebastião e Clara - traz, em sua teia literária - uma costura com os Sermões de Vieira.

Eis o fio que não nos deixa perder as páginas seguintes...

Descobrimos, por fim, que nossa cegueira é imensa...que Inês se recria e que Vieira é eterno.

Quer conhecer o "recheio" do livro"? Leia aqui... e não perca as próximas postagens!

De mim



Sou emoção. Sou um turbilhão de emoções.

Se as mulheres em geral proferem 5000 palavras por dia, na contrapartida das 1500 ditas pelos homens..nos dias a flor da pele, sou o dobro. Sou catártica em cada verbo!

Não rumino meus nós. Eu os aperto. Eu os esgarço entre minhas entranhas.

No emocionar, nos deparamos nuas na frente de nós mesmas... e não é possível nem preciso mentiras - todo diálogo é uma confissão. Eu me absolvo e me condeno em meios aos meus pecados... não preciso testemunha.

Me perco. Me acho. E neste ir e vir de mim, descubro meus desamores.

Já não quero mais não sonhar... de realidades, os fracassos estão cheios.

Por favor... me encontre na / com a alegria!
=D
By me for me,
Ange








domingo, 12 de maio de 2013

Para o exercício da licença poética

"De ontens e de mins" - para uma poesia do presente

Minha infância tem o movimento dos rios, de peixes e pandorgas
tem Cinco Marias pescadas no céu de muitas histórias.

Tempo de alegrias e videogames, meus passos de menina
correm pega-pega a rua de minha casa...
correm bonecas,
rolimãs e carrinhos formados de vento.

Minha infância tem cheiro de comidinha de faz de conta
tem roupas de mãe ...
futuros sonhados em passos de vir a ser.

Foi na bicicleta de minha infância
que me descobri,
primeira vez,
criança-alada.

Angelise Fagundes, poesia escrita durante a a formação do PNAIC, na UFSM, em maio de 2013.

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Minhas leituras concretizadas em um abraço sob a noite de Santa Maria
 (2 de maio de 2013)!

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Mais um pouco de mim na Praça Saldanha Marinho


Sexta-feira, na nossa Feira do Livro, mais um de meus poemas...


Sin palabras

Com o tempo, nosso ouvido, nossos olhos, nossas emoções vão sendo aguçados ou perdendo a sensibilidade diante do mundo. Há dias venho pensando no poder que as palavras exercem sobre nós. O quanto nos moldamos diante delas. 

Rubem Alves, uma de minhas leituras mais cálidas, coloca que as palavras moldam o nosso corpo. Como homens, são elas que nos humanizam (ou não). Nós somos diante do mundo um universo inteiro a ser descoberto. 

Mas é preciso não ter ilusão!

A correria do mundo levou do homem a capacidade de olhar à frente, ao lado. Há um "nãoseimportar" comendo a vida das pessoas. 

Preciso confessar que isso me aterroriza. Eu sou um ser de palavras. Elas me moldaram, mas não me fizeram cega, nem surda. Eu vejo e sinto as pessoas (e suas energias) nas suas palavras e nos seus silêncios. Me dói saber dos homens suas fraquezas, suas essências tão perversamente modificadas... 

A vida, às vezes, carrega azedume nas almas.

Algumas pessoas, diante do fel de suas fraquezas, descarregam na alegria da gente suas palavras forjadas a facão, seus silêncios de apagar caminhos.

Frente a isso, vários caminhos... 

Já não mais acreditando que "águas passadas não movem moinhos"... Movem o de muita gente que se prende a estes, a sua estrutura, a sua composição, ao seu movimento.

Meu moinho tem água nova, tem movimento de quem quer a alegria dos dias...sorriso na cara, verdade na alma. Diante de "palavras" e silêncios, sou nova lauda.

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Reflexões de boteco

Acho que a educação frequentemente cria antas: pessoas que não se atrevem a sair das trilhas aprendidas  por medo da onça. De suas trilhas sabem tudo, os mesmos detalhes, especialistas, mas o resto da floresta permanece desconhecido. (Rubem Alves)


O que é ler? Como posso ler sem corromper-me com a ideia de que carrego uma verdade? Como posso proferir que alguém leu mal algo? Ler é ler em cada etapa da descoberta em que eu, leitora, me encontro. Ler tem relação com a forma como eu dialogo com as vozes do texto (Roland Barthes). Cada texto tem mil vozes e eu vou abrindo os meus ouvidos para cada uma delas.
Minha vida caminha ao encontro destes sons. Não quero receitas nem proferir discursos vazios de vivências. Eu quero simplesmente abrir as minhas asas e voar. Que importa se meu voo sair trêmulo um dia ou outro? Eu me arrisco na arte de errar. Eu erro como quem quer acertar, mas não penso no acerto para a nota que o professor expõe no mural da escola dos dias. Eu quero acertar a vida, simplesmente.
Ler não é para os orgulhosos ... é ver o outro, os outros..VER...
Ver é exercício humilde do artesão da vida.

Angelise Fagundes

Constatação

Tenho gostado de mais  de pessoas que  me gostam de menos:  Nunca fui boa em matemática.