quarta-feira, 31 de março de 2010

Las empanadas de Maradona

As empanadas Argentinas são, depois do "asado", o prato mais conhecido do país. São uma delícia. Estão por toda a parte. São de carne, de galinha, de legumes, com ou sem azeitonas, com ou sem passas, doces, salgadas, agridoces. Cada região do país recheia as empanadas com seus gostos peculiares...mais picantes, mais doces, mais aromáticas. Qué se yo! O fato é que vir intercambiar na Argentina significa, dentre outras coisas, aprender a fazer empanadas, saber da sua origem "Persia". E isso é simples e barato. Evidente que se vamos preparar a massa em casa o prato dá mais trabalho. Mas no caso de termos a massa à mão, em 20 minutos se está com tudo "listo". Achar massa de empanadas aqui é tão fácil como achar massa de pastel no Brasil. É, da mesma forma, um prato barato de fazer. Doze empanadas custam +/- 8 pesos, contando massa e recheio.

segunda-feira, 29 de março de 2010

El asado francés

Para aqueles que esperavam que eu contasse como é o VERDADEIRO asado Argentino, sinto informar: até agora eu não descobri o que isso seja. "Comi" um asado preparado por um francês. No entanto, na RAE - Residencia para Alumnos Extranjeros - isso não é problema. Aqui, asado é intercâmbio cultural. Uma reunião de tipos oriundos de diferentes países, estados, culturas, crenças. Gente que não está interessada no sabor da carne, mas no valor da charla. No cambio, na troca, no aperto de mão, no conhecimento do outro, do mundo do outro. Eu, intercambista que sou, espero firme e forte um chamado para um asado tipicamente castellano. Em troca, um mate, um carreteiro, um churrasco e um laço de amizade.
A falsa impressão de que temos mais...


Quando chegamos a um país que tem a sua moeda menos valorizada do que a nossa é uma alegria imensa. Durante alguns dias desfrutamos de um sentimento único, o de estarmos "bem na foto". Ledo engano! Passadas duas semanas, descobrimos que real mesmo é o famoso verso da canção de Paulinho da Viola. "Dinheiro na mão é vendaval", é viração, é tempestade, é desesperador para aquele que não tem o pé no chão. Comer, vestir, deslocar-se, conhecer a cultura do outro... gera um custo absurdo. E que custo viver em um país onde a inflação não está controlada. Na Argentina, lechuga é por quilo. O café custa o mesmo valor que no Brasil, e o sabor do expresso do outro lado da fronteira é incomparável. Viva o café com pão, café com pão, café com pão! A carne (para aqueles que miram o país do Maradona como um país que investe no campo) custa o dobro do que pagamos no Rio Grande do Sul. Gallina é luxo. Porco não se come. Charque, só fazendo em casa. "Dinheiro na mão é vendaval, é solução, é solidão" - e eu, com o pouco que tenho, como palavrinhas em castellano, porque livro aqui é coisa consumível. É artigo popular. Falsa impressão a de se ter mais. Se tem igual. Se tem igual.

quinta-feira, 25 de março de 2010

LAS PRIMERAS CLASES

As primeiras aulas na Argentina foram de tirar o fôlego. Literatura aqui tem outra conotação. É papo sério! Não que no Brasil não seja, não que na UFSM não seja. É, sem sombra de dúvidas. Mas aqui a teoria acompanha o texto, salienta-se de uma outra forma. As classes de literatura são o conúbio entre prazer e trabalho. Ou melhor, um trabalho árduo que gera o prazer de conhecer mais. Nas aulas, o aluno é peça chave. O aluno tem voz. Participa... E eu estou feliz da vida com isso!

terça-feira, 23 de março de 2010

Apresentação oficial

No dia 18 de março, 53 intercambistas de diferentes partes do mundo foram apresentados à UNL. Na chegada ao "Reitorado" - prédio que foi palco de duas assinaturas constitucionais da Argentina - fui logo sendo entrevistada pelos jornalistas da Rádio da Universidade. Eu e um espanhol. Metida que sempre fui (graças a Deus!), não titubiei nem um segundo e hablei um espanhol capaz de não envergonhar o meu país. Aliás, viva a educação brasileira, que nos permite saber um pouco de cada cultura, porque isso faz uma "baita" diferença fora do país.

Feitas as apresentações e dadas as boas vindas, fomos conhecer a rádio da UNL. Lá falei ao vivo...e... mirem que bueno... o radialista elogiou o meu espanhol provinciano, "pelo duro". Sim...na "Provincia de São Pedro tá assim de graxaim"... Após esse passeio super pop-star, fomos almoçar no restaurante "SANTA FE" - tudo pago pela "universidad". Durante a tarde, conhecemos uma cervejaria e descobri uma expressão tipicamente santafesina: "salir a tomar liso". Aqui se bebe muita cerveja de barril.

domingo, 21 de março de 2010

HACER CUMPLE

De todas as experiências que um intercambista passa, a de estar longe da família é a mais dolorosa. A voz do outro lado da linha é um abraço caloroso. Inevitável, às vezes, impedir uma lágrima que teima em chamar a gente para o nosso mundo, a nossa realidade, as nossas paixões, saudades, memórias. É um momento único de reflexão. E uma oração abranda a alma. Diante deste distanciamento todo, que não é só geográfico, há momentos em que o valor de um abraço comove a gente. Eu nunca havia ficado longe dos meus, eu nunca havia passado um aniversário sem o calor da família. Aqui, se descobre o verdadeiro significado desses laços de amor. E "todo cambia", como cantou "La Negra" Mercedes Sosa: "cambia la forma de pensar, todo cambia neste mundo". Agora, intercambista. Agora, 27. Agora, outra do outro lado da linha divisória.

CUMPLE BILINGÜE

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Esperanza

Cidadezinha buenacha. O típico contraste argentino "civilização versus barbárie". Chiquita, mas muy hermosa. Assim como Santa Fe (capital), Esperanza tem prédios antigos que guardam toda uma história de conquistas e povoações. Colonizada por diferentes etnias, é no universo agrícola que gira sua economia. Há ruas largas, silêncio de município do interior, crianças nas ruas, perritos, gatitos, iglesias, plazas, fuentes e amigos hospitaleiros: Cibele e Cristiano - de Santa Maria para o mundo. E viva o Rio Grande!
Conociendo Santa Fe

Santa Fe é uma cidade bem bonita. Além disso, tem uma história bastante interessante. Sua fundação se deu em 1573, por Juan de Garay, e, tempos depois, a cidade foi transladada mais ao sul do território argentino. Há prédios que remontam este tempo nas ruas da cidadela. Há templos dos tempos das missões jesuíticas no plata. As "plazas" são um convite ao passeio, ao mate, a charla amiga. O vento que vem do rio é o companheiro de todos os finais de tarde e início de manhã. Há um arzinho gelado às vezes e a gente lembra do Rio Grande véio sem porteira nem aramado.



segunda-feira, 15 de março de 2010

CASA II

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LA CASA I



La casa para alumnos extranjeros, ubicada en la calle 9 de julio, nº 2655, es maravillosa. Hay muchos dormitorios. El mío es el 13 y conmigo están más 3 chicas, una de Porto Alegre (UFRGS - Jaslin) e dos de Santa Catarina (UFSC - Mayara y Betina). Acá en la casa viverán cerca de 34 personas. Hay gente de toda parte: Marrocos, España, Paraguay, Francia, Mejico, Colómbia, Brasil y Argentina. Es el Babel - hay todas las lenguas hablando juntas y al mismo tiempo. A ver la casa....

domingo, 14 de março de 2010

A CHEGADA


Sai de Santa Maria / RS / BR dia 11 de março e cheguei a Santa Fe / AR no dia 12, às 6 da manhã. A viagem foi bem confortável. Os ônibus argentinos são o "luxo do gaúcho". Mas...."no meio do caminho tinha uma pedra, tinha uma pedra no meio do caminho" ... já poetisou Drummond. Quando estavamos ainda na província de Entre Ríos "la policía" entrou no ônibus e vistoriou nossos passaportes, fez perguntas, perguntas e mais perguntas. Que sufoco! Pareciamos uns ilegais. Graças a Deus, tudo deu certo! E chegamos bem a terra do "hermanitos"! Ahhhhhhhhh..."el terminal es divino"! Mira!

A TRAVESSIA

A expressão "como é longe Uruguaiana" é verdadeira em todos os sentidos. É longe mesmo chegar a fronteira do Rio Grande do Sul, principalmente se a viagem for de ônibus. O "planaltão" para em cada porteira, em cada estação rodoviária. Dura 6 horas e pouco o trajeto. Bueno! E para "se bandear" para o outro lado da linha divisória? Eu e meus companheiros de intercâmbio (e ir com eles foi jóia) pegamos um táxi. Paramos na Aduana para que nossas malas passassem pelo Raio-X "de la policía Argentina". Fizemos a "imigración" e depois declaramos nossos "preciosos" bens na Receita Federal do Brasil. É sempre bom levar junto com a gente esta declaração, para que não haja nenhum problema na volta para casa.
Feito isso - fomos para o terminal de Libres. Deu certa de R$20 reais todo o trajeto. Lá compramos a passagem para Santa Fe (pegamos um ônibus que ia para Cordoba), são $94 pesos argentinos "el billete".

terça-feira, 9 de março de 2010


Viagem chegando....

Nervosismo. Insegurança. Saudade. E muita vontade de que tudo dê certo. E dará!

Do guarda-roupa e da vida

Sempre tive uma relação interessante com o meu guarda-roupa. Sempre. E de alguma forma muito misteriosa ele revela como anda minha vida ...