sexta-feira, 24 de maio de 2013

Inês Pedrosa Again

Novamente fui invadida pela leitura de Inês Pedrosa. Depois de "Em tuas mãos", também presente do meu companheiro de leituras e vivências - o meu amor - achei que levaria um tempo mais para me surpreender com uma nova narrativa.

Pois lindo foi deparar-me com ela, refeita.

"A eternidade e o desejo" além de abarcar metáforas lindas criadas pelos narradores Sebastião e Clara - traz, em sua teia literária - uma costura com os Sermões de Vieira.

Eis o fio que não nos deixa perder as páginas seguintes...

Descobrimos, por fim, que nossa cegueira é imensa...que Inês se recria e que Vieira é eterno.

Quer conhecer o "recheio" do livro"? Leia aqui... e não perca as próximas postagens!

De mim



Sou emoção. Sou um turbilhão de emoções.

Se as mulheres em geral proferem 5000 palavras por dia, na contrapartida das 1500 ditas pelos homens..nos dias a flor da pele, sou o dobro. Sou catártica em cada verbo!

Não rumino meus nós. Eu os aperto. Eu os esgarço entre minhas entranhas.

No emocionar, nos deparamos nuas na frente de nós mesmas... e não é possível nem preciso mentiras - todo diálogo é uma confissão. Eu me absolvo e me condeno em meios aos meus pecados... não preciso testemunha.

Me perco. Me acho. E neste ir e vir de mim, descubro meus desamores.

Já não quero mais não sonhar... de realidades, os fracassos estão cheios.

Por favor... me encontre na / com a alegria!
=D
By me for me,
Ange








domingo, 12 de maio de 2013

Para o exercício da licença poética

"De ontens e de mins" - para uma poesia do presente

Minha infância tem o movimento dos rios, de peixes e pandorgas
tem Cinco Marias pescadas no céu de muitas histórias.

Tempo de alegrias e videogames, meus passos de menina
correm pega-pega a rua de minha casa...
correm bonecas,
rolimãs e carrinhos formados de vento.

Minha infância tem cheiro de comidinha de faz de conta
tem roupas de mãe ...
futuros sonhados em passos de vir a ser.

Foi na bicicleta de minha infância
que me descobri,
primeira vez,
criança-alada.

Angelise Fagundes, poesia escrita durante a a formação do PNAIC, na UFSM, em maio de 2013.

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Minhas leituras concretizadas em um abraço sob a noite de Santa Maria
 (2 de maio de 2013)!

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Mais um pouco de mim na Praça Saldanha Marinho


Sexta-feira, na nossa Feira do Livro, mais um de meus poemas...


Sin palabras

Com o tempo, nosso ouvido, nossos olhos, nossas emoções vão sendo aguçados ou perdendo a sensibilidade diante do mundo. Há dias venho pensando no poder que as palavras exercem sobre nós. O quanto nos moldamos diante delas. 

Rubem Alves, uma de minhas leituras mais cálidas, coloca que as palavras moldam o nosso corpo. Como homens, são elas que nos humanizam (ou não). Nós somos diante do mundo um universo inteiro a ser descoberto. 

Mas é preciso não ter ilusão!

A correria do mundo levou do homem a capacidade de olhar à frente, ao lado. Há um "nãoseimportar" comendo a vida das pessoas. 

Preciso confessar que isso me aterroriza. Eu sou um ser de palavras. Elas me moldaram, mas não me fizeram cega, nem surda. Eu vejo e sinto as pessoas (e suas energias) nas suas palavras e nos seus silêncios. Me dói saber dos homens suas fraquezas, suas essências tão perversamente modificadas... 

A vida, às vezes, carrega azedume nas almas.

Algumas pessoas, diante do fel de suas fraquezas, descarregam na alegria da gente suas palavras forjadas a facão, seus silêncios de apagar caminhos.

Frente a isso, vários caminhos... 

Já não mais acreditando que "águas passadas não movem moinhos"... Movem o de muita gente que se prende a estes, a sua estrutura, a sua composição, ao seu movimento.

Meu moinho tem água nova, tem movimento de quem quer a alegria dos dias...sorriso na cara, verdade na alma. Diante de "palavras" e silêncios, sou nova lauda.