terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Aprendente Digital

Em janeiro deste ano, movido por cursos massivos abertos online, Marcus Fontana criou o Blog "Aprendente Digital". Segundo ele, "aprendente é a pessoa em aprendizagem contínua, que nunca para e, além disso, é autônoma, protagonista na construção do próprio conhecimento". 

A partir desta iniciativa, já motivou muita gente a investir na sua autonomia... eu mesma me inscrevi em três cursos - dois em uma universidade da Espanha (UNED) e um em uma universidade do México (UNAN), relativos às TICs e Educação e a Arte Espanhola.  

Pensando nesta concepção de aprendente...

Aprendente Digital poderia bem ser a releitura zappiens da Pedagogia da Autonomia, de Paulo Freire... eis um caminho (possível) a se pensar...




domingo, 24 de fevereiro de 2013

Nas tuas mãos

Adoro ganhar presentes. Se o presente for livro, então, felicidade em dobro. 

Estes dias, ganhei "Nas tuas mãos", de Inês Pedrosa. Lindo presente do meu amado! Literatura portuguesa que dá gosto de se ler. Obra bem escrita, cativante, poética.

Esta obra de ficcção é dividida em três grandes capítulos: "o diário de Jenny", "o álbum de Camila" e "as cartas de Natália". É interessante a forma como as narradoras se apresentam e se entrecruzam e, também, os gêneros trabalhados ao longo do romance. 

Ainda converso com Jenny, mas tão logo termine todas estas cartas portuguesas (que não são as de Alcoforado), escreverei aqui minhas impressões. Por hora, um pouco de Inês Pedrosa, esta grande ficcionista da atualidade que, sem dúvida, vale a leitura.



A autora Inês Pedrosa 

 


Uma consideração importante: "Nas tuas mãos" foi, em 1997, Prêmio Máximo de Literatura em Portugal na categoria Romance.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Qué sé yo!


Frato 77. Poderia ser Frato 2013. 
O primeiro pensamento que cruzou o espaço consciente de minha mente neste momento de movimentar os dedos da minha alma foi o de que há pessoas que são capazes de sonhar.  
O segundo pensamento que sobrevoou o território do meu pensamento me apontou que  há pessoas que só sabem dar uma bolinha de massa de modelar para os outros e querem que estes construam mundos, façam exposições e sejam artistas famosos. 
É preciso ser guerreiro para seguir caminhando passos de imaginação,
 para que as sonhos possíveis sejam passos de realização.



terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

O fim das variações e o seguir das reflexões

Quando iniciei a leitura da obra "Variações sobre o prazer", de Rubem Alves, já imaginava que o que me esperava a cada página era um reflexão sobre meus passos. Encontrei mais! Garimpando citações filosóficas, lapidando imagens poéticas cheguei a feliz conclusão de que precisamos (todos) educar o nosso olhar. Nós temos olhos e, na maioria das vezes, somos cegos. Somos, como coloca Alves, "castrados nos olhos" (2011, p. 174).

No entanto, de nada adianta educarmos nossos olhos e não educarmos nossos ouvidos. Para os ouvidos vale a mesma coisa. Vale para o cheirar, o degustar, o tocar, o viver. Meu sexto sentido me diz que as pessoas vivem pela metade devido a imposição do medo de viver. Eu também deixo de viver muitas coisas. 

Para mudar isto, eu tento educar os meus sentimentos, as minhas emoções. Nem sempre é possível filtrar as coisas - a frustração chega como um tsunami. Porém, frustrado, é preciso não ser carregado mar adentro. A razão para isso é simples - acalma o teu coração e desperta para o bem o que estava dormido em ti! Transforma-te em flor diante do atoleiro e aprende. 

(para completar a minha escrita, vou copiar um trecho de Alves da página 181 e 184)



"A fotografia é simples, apenas um detalhe: duas mãos dadas, uma mão segurando a outra. Uma delas é grande, a outra é pequena, rechonchuda. Isso é tudo. Mas a imaginação não se contenta com o fragmento, completa o quadro: é um pai que passeia com seu filho. O pai, adulto, segurando com firmeza e ternura a mãozinha da criança: a mãozinha do filho é muito pequena, termina no meio da palma da mão do pai. O pai vai conduzindo o filho, indicando o caminho, vai apontando para as coisas, mostrando como elas são interessantes, bonitas, engraçadas. O menininho vai sendo apresentado ao mundo".(p. 181)

"...e uma criança pequena o guiará" - Isaías, 11,6.

"Se colocarmos esse mote ao pé da fotografia tudo fica ao contrário: é a criança que vai mostrando o caminho. O adulto vai sendo conduzido: olhos arregalados, bem abertos, vendo coisas que nunca viu. São as crianças que veem as coisas - porque elas as veem sempre pela primeira vez com espanto, com assombro de que elas sejam do jeito como são. Os adultos, de tanto vê-las, já não as veem mais. As coisas, as mais maravilhosas - ficam banais". (p. 184)


Meu olhar é nítido como um girassol - ensinar e aprender são atos de amor, seja na profissão, seja na vida pessoal! Ser adulto é ser cego, proferiu Rubem Alves. É nas surpresas, nas descobertas, na entrega que somos. E se não somos, o que era para ser vida se torna ilusão.


Angelise Fagundes


domingo, 17 de fevereiro de 2013

Aniversário do Blog!

Há exatos três anos decidi dar início a escrita deste Diário de minhas vivências. Era um dia quente e eu me movia pela expectativa de ir viver longe de casa, em outro país (Santa Fe, Argentina). Foi um momento único onde eu dava adeus aos medos e boas vindas às novas possibilidades.

Este tempo foi, de fato, um passeio com Caronte ao Hades de muitas coisas. Algumas custaram para desapegarem-se de minha crosta. Outras, ainda navegam em meu coração como cálida memória. Mas é claro como as palavras de uma criança que eu sou outro eu, assim como o meu corpo que chega aos 30 é outro corpo. 

Três anos se passaram e eu tenho registrado aqui muito desta mudança. Minha arte amadureceu. Meu coração, de certa forma, se aquietou - talvez eu veja com mais tranquilidade os fatos. Meu caminho foi ampliado... e é tão bom saber que, independente das coisas que nos acontecem, a gente vai registrando a vida que vibra dentro da gente. 

Há três anos eu vibro uma vida muito bonita dentro de mim... 

Do edifício do tempo

Na frente da casa
três meninos pulavam
o rio de minha infância

riam das poças destruídas nas pernas
riam peixinhos
nado livre, quedas d'água
riam o riso deles mesmos
moleques de rolimãs e bicicletas.

Já chovi assim tantas vezes
tantas vezes me deixei
molhar pelo véu fluído da memória...

É tempo de lavar
os paralelepípedos de nossos passos
ser menino, cavaleiro errante...


Na frente da casa
três meninos pulavam
o rio de minha infância


by Angelise Fagundes, 15 de fevereiro de 2013.



terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Os desafios da leitura

Desejo escrever para Rubem Alves. Desejo saber o que há no abismo formado na página 159. De repente, "começar pelo fim" seja interrogá-lo sobre o silêncio da nossa conversa, já na hora de nos despedirmos. Desejo dizer, ao senhor Alves, que isso é coisa masculina demais. Trancar ali, na garganta, a vontade de dizer o que sente, o que gosta. É abismo grande demais imposto à escrita, à leitura. Mulher, senhor Alves, gosta de conversinhas, de delicadezas, gosta de saber os porquês, gostas dos pontos, dos "is", o uso das reticências... Senhor Alves, foi seu jeito simples de dialogar com a minha alma que me prendeu até a página 159. Como seguir com na dúvida do (não) escrito? ...

Há um ditado italiano que diz... "comer primeiro, filosofar demais"... pois eu direi... "tudo começa pelo sonho... filosofemos agora!

Fonte: Google Imagens

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Alves e suas reflexões

Diante da leitura, já próximo ao fim do livro, me deparo com uma reflexão de Alves inspirada em Marx e no seu (nosso) capitalismo. Frente a essa, não há como não pensar no mal que o capitalismo faz para a educação das emoções, para os sentimentos que nos formam essencialmente como humanos. Para mim, é isso que nos distingue, que nos aproxima ou nos afasta do mundo - nossas emoções, o amor.


       "Quanto menos se comer, beber, comprar livros, for ao teatro ou a bailes, ou ao botequim, e quanto menos se pensar, amar, doutrinar, cantar, pintar, esgrimir, etc., tanto mais se poderá economizar e maior se tornará o tesouro imune à ferrugem e às traças - o capital. Quanto menos se for, quanto menos se exprimir nossa vida, tanto mais se terá, tanto maior será nossa vida alienada e maior será a economia de nosso ser alienado". (Marx)

(...)
Posso ter o mais fantástico aparelho de som e a maior coleção de CDs. O prazer dependerá de uma qualidade espiritual minha, do meu ser, uma sensibilidade para a música, que não pode ser comprada por dinheiro. É preciso que os sentidos sejam educados! O prazer e a alegria crescem de uma relação erótica com o objeto, isso que se chama amor. E essa relação não pode ser comprada. Cresce de dentro.

(...)
Veja o caso da educação. Os professores de "esquerda" têm medo da palavra amor e a julgam babaquice romântica. De fato, amor é coisa que a ciência não consegue pensar. Preferem, os professores, considerar-se "trabalhadores" que ganham pelas "mercadorias intelectuais" que produzem de forma competente, sob a forma de um saber. Como professor, produzo tal mercadoria que vale tanto. Ao assim pensarem o ensino, eles o inserem na perversa lógica dos "valores de troca". Valor de troca é uma "quantidade abstrata" que mora tanto num revólver quanto num jantar, e que permite essa  equação horrenda, base de todo o jogo econômico: X  jantares = Y revólveres. O prazer e a morte são a mesma coisa...

E em qual escola se gasta tempo na educação dos sentimentos? Bobagem. Isso é coisa da Feira da Fruição - não circula no sistema. O que importa é a Feira de Utilidades...(...) 

Ou seja, "quanto menos você for, menos você terá..."

Fonte: Google imagens

ALVES, Rubem. Variações sobre o Prazer - Santo Agostinho, Nietzsche, Marx e Babette. São Paulo: Editora Planeta Brasil, 2011 - pg. 130 e 131.

sábado, 9 de fevereiro de 2013

De emails e amizades

Na caixa de entrada um anúncio -  "oi, amiga!". Ao abrir o email, a seguinte mensagem:


Oi, Ange!! Lembrei de ti, se der da uma olhada no site que segue: é a tua cara amiga! Digo, a nossa ...heheheh!!!! Sandra.


Só senti. Diante do carinho e da amizade, a alegria não tem tradução e qualquer palavra não significa. Eu adoro receber emails que me chamam para a vida, que me mostram que o amor é capaz de mudar os caminhos e de fazer sorrir. O email da Sandrinha me inundou a alma...

Por isso... se der, da uma olhada no site que segue... e caminhe!

Fonte: http://www.youtube.com/embed/rpgfaijyMgg





quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Come away with me

Hoje foi dia de brindar a magia dos sons. Norah Jones e Laura Pausini invadiram a casa!

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Entre um página e outra

Rubem Alves me surpreende sempre. Não é o fato dele dizer algo que eu me identifique, simplesmente. É o dito, o modo de dizer. Ele conversa comigo às duas da tarde com a mesma luz que invade minha madrugada  de silêncios agitados - nós nos adoramos! É incrível! Entre os meus dedos, dialogamos como se estivessemos em um café. Estamos em um café  - tem cheiro nossa relação. Tem sabor o nosso conúbio literário. É como encontrar um amor sem planejar e descobrir que ele gosta de comer a sobrinha da caixa de leite condensado, igualzinho você; como descobrir que brilho nos olhos contagia todas as espécies endurecidas - em mais ou menos tempo; como descobrir que as manhãs de domingo são quentes em todas as estações quando não se vive só. Rubem Alves é alguém que é bom ter por perto - nem tão perto que só haja ele, nem tão longe que se perca o olhar. 

Ler Rubem Alves é se propor a se olhar no espelho e conversar como nossa melhor companhia. É o psicanalista que nos guia com um fio de Ariadne pelo nosso caminho interior. Ao fim, somos Teseu no tesouro da leitura de nós mesmos. 


"Sabedoria:  não pode ser pescada com as redes que a ciência lança sobre o mundo porque não é lá que ela mora. Ela mora no corpo. Não vem de fora, porque não se trata de um saber sobre o mundo. Brota de dentro - como se fosse uma fonte. É o saber sem palavras do corpo sobre o seu próprio destino."

Variações sobre o prazer (2011) - pg. 74


domingo, 3 de fevereiro de 2013

Formatura Quaraí e Itaqui

Alunos queridos, profissionais preparados que adentram, a partir de agora, o bonito universo da Educação!

Turma de Quaraí - 2009 / 2013

Morgana, minha orientanda querida!

Itaquí - Roneti, Marcus, César Adonai, eu e a Indira

Roneti, colega competente e amada!

Turma de Itaqui- 2009 / 2013 - meus alunos de Estágio Supervisionado I e II, juntamente com Indira, Roneti e Marcus Fontana.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Novas leituras

Primeiro de fevereiro de 2013. Novas perspectivas. Ao lado, acorda o livro que me acompanhará nos próximos dias: Variações sobre o Prazer, Rubem Alves. Na cabeceira da cama repousa aquele que me embalou página a página nas redes do imaginário - o segundo tomo dos 50 Tons de Cinza (que ainda quero comentar aqui, do ponto de vista literário / crítico literário).

Para deleite, um trecho do Rubem - meu bom companheiro de conversinhas ...

Será que Deus fica feliz quando vê os seres humanos sofrendo? Digo isso pelo fato de que os fiéis, ao fazerem promessas a Deus para obter seus favores, o que lhe oferecem são sempre objetos dolorosos. Nunca ouvi de um devoto que que tivesse oferecido a Deus uma sonata de Mozart ou um poema de Fernando Pessoa. A igreja ensinou que o prazer é o ninho do pecado. Como se o mundo fosse um imenso jardim cheio de árvores com frutos doces e coloridos, com placas em todas elas dizendo: “Proibido”.
Rubem Alves

http://www.rubemalves.com.br/