Do edifício do tempo

Na frente da casa
três meninos pulavam
o rio de minha infância

riam das poças destruídas nas pernas
riam peixinhos
nado livre, quedas d'água
riam o riso deles mesmos
moleques de rolimãs e bicicletas.

Já chovi assim tantas vezes
tantas vezes me deixei
molhar pelo véu fluído da memória...

É tempo de lavar
os paralelepípedos de nossos passos
ser menino, cavaleiro errante...


Na frente da casa
três meninos pulavam
o rio de minha infância


by Angelise Fagundes, 15 de fevereiro de 2013.



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