quinta-feira, 6 de agosto de 2015

De vento e poesia

O vento norte é mestre-sala
pelas ruelas da cidade
carente de bailarina
faz desfile, cria alegoria
apresenta-se comissão de frente
despe-se de saias, revela-se em assovios

O vento vai a frente
varre a rua e suas pegadas
sacode a poeira dos transeuntes

Enredado de memórias,
o vento rodopia o cabelo
da menina que passa

Já sem tempo
carente das demoras
o vento desaba em choro
a espera da amada. 



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