De abraços e adeus
Na rodoviária, o abraço estende-se no espaço
ancora, no corpo, a presença do outro
É cedo. É tarde.
Os peitos se afagam envoltos em braços, carinhos, em mãos e aconchegos.
É o corpo dizendo adeus.
É cedo. É tarde.
Da plataforma,
o relógio marca, em despedida,
os segundos da partida.
Partido segue o homem
Partida segue a paixão.
Na plataforma,
o abraço estende-se no espaço outra vez.
Já não é tarde. É cedo.
É tempo de ser dois.
Uau! Lindo poema! Gostei muito!
ResponderExcluir